Tem ciência na mesa da festas junina sim, sô!



É tempo de estender as bandeirinhas, acender a fogueira e se esbaldar com as comidinhas e doces juninhos <3! Quem não ama pamonha, pipoca, curau, pé de moleque, paçoca, arroz-doce, quentão, vinho quente, doce de batata-doce e uma infinidade de quitutes que têm sabor especial nesta época do ano? Mas será que tem ciência por trás das comidas de festa junina? Mas é claro que tem, sô!

Milho, uva, amendoim, batata-doce e todos os produtos de origem vegetal e animal que compõe o cardápio dessa festa incrível têm sua base de produção nos laboratórios e campos experimentais das instituições de pesquisa agropecuária, que desenvolvem trabalhos de melhoramento genético e disponibilizam novas tecnologias de produção. Tudo para gerar mais renda no campo, cultivar respeitando o ambiente e disponibilizar ao consumidor produtos de melhor qualidade.

A agropecuária é um dos setores que mais incorpora novas tecnologias e terá que utilizar ainda mais para conseguir suprir a demanda por alimentos e matérias-primas para uma população crescente. A FAO estima um aumento populacional de dois bilhões nos próximos 30 anos e a necessidade de aumentar em 70% a produção de alimentos. O Brasil será um dos protagonistas nessa tarefa, com responsabilidade de suprir de 30% a 40% dessa necessidade.

Mas como aumentar a produção, sem expandir a área de cultivo, respeitando a natureza e disponibilizando produtos cada vez melhores para consumidores cada vez mais exigentes? Com ciência, tecnologia e inovação, é claro! O Fique Ciente aproveita o clima junino e te conta como a ciência e a tecnologia estão na sua mesa todos os dias.

Milho



O milho é um dos astros juninos e por trás da produção deste grão tão versátil, usado na alimentação humana e animal, está a ciência agrícola.

Os primeiros trabalhos para obtenção de variedades de milho adaptadas às condições brasileiras iniciaram na década de 1930. O Instituto Agronômico (IAC) desenvolveu o primeiro híbrido duplo no Brasil.

Hoje, as variedades transgênicas dominam o mercado, mas o IAC, por exemplo, continua seu programa de pesquisa voltado para o desenvolvimento de variedades convencionais, usadas, principalmente, por agricultores familiares. O IAC é uma das únicas instituições de pesquisa brasileira que ainda investem no desenvolvimento de variedades não transgênicas.

Uva




Quem não gosta de um vinho quente para esquentar as frias noites juninas? Foi a pesquisa brasileira, realizada pelo IAC, que adaptou a uva para o cultivo em regiões mais quentes do Brasil. Hoje, é possível produzir uvas em São Paulo e até mesmo no Nordeste.

As instituições de pesquisa continuam realizando trabalhos para fomentar e cadeia produtiva da uva. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, mantém a Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, onde realiza trabalhos em uva para processamento, para mesa e melhoramento genético. Tudo para dar suporte à sustentabilidade da viticultura brasileira.

Amendoim


Os doces juninos são um caso a parte. Paçoca, pé de moleque, pé de moça... Ou então o amendoim torradinho, com um copo de cerveja... humm!! Pois a ciência e a tecnologia estão presentes também no amendoim. Atualmente, os programas de melhoramento genético trabalham no desenvolvimento de variedades com grãos com alto teor de ácido oleico.

Essa característica é apreciada pela indústria, pois mantém o produto nas gôndolas do supermercado por mais tempo sem rancificar ou perder o sabor. Em alguns casos, a alta presença do ácido oleico mantém o produto por 12 meses nas prateleiras do supermercado, o dobro do tempo do que os demais materiais existentes.

Para o consumidor, a vantagem está no benefício trazido pelo ácido oleico, capaz de reduzir a taxa de triglicérides, aumentando o bom colesterol.

Batata-doce



Qual é o doce mais doce do que batata-doce? O produto que faz um doce clássico junino também é pesquisado no Brasil. A batata-doce é um produto importante, principalmente, para os agricultores familiares.

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) realiza pesquisa com a planta em São Paulo e em 2014 disponibilizou aos agricultores de Presidente Prudente, interior paulista, ramas de batata-doce livre de vírus. A cidade é uma das principais produtoras da planta no Estado. O resultado? Aumento da produção de até 50%, o que incrementa em 10 toneladas de batata-doce por hectare.

Para disponibilizar matrizes livres de vírus aos produtores, os pesquisadores da APTA coletaram ramas de variedades plantadas na região de Presidente Prudente e realizaram a cultura de meristema – processo utilizado para obtenção de plantas livres de vírus. As plantas conseguidas por meio do processo foram adaptadas ao cultivo fora do laboratório até que fossem obtidas matrizes cultivadas em viveiros. Antes da pesquisa, os produtores adquiriam as ramas utilizadas em seu plantio a partir de plantas de lavouras comerciais, já em época de colheita, sem considerar as condições de nutrição e sanidade.

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