Que amanhã queremos?


O Fique Ciente esteve no Rio de Janeiro no final de janeiro de 2016, para passar uma semana de férias na Cidade Maravilhosa. O roteiro da viagem, claro, incluía o Museu do Amanhã, novo espaço de divulgação científica, inaugurado em dezembro de 2015. O mais interessante, porém, foi perceber que o passeio também estava no roteiro de muita gente que visitava a cidade. Em conversas com turistas que visitavam o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, por exemplo, era comum ouvir que o Museu do Amanhã estava entre os passeios já feitos ou nos que iam ser realizados nos próximos dias. Que bom!

Se você, leitor, morar ou estiver como nós, de passeio pelo Rio, vale – e muito – a visita ao Museu do Amanhã. Mas para aproveitar bem o passeio, vista-se com uma roupa confortável, passe filtro solar e não saia de casa ou do hotel sem uma garrafinha de água – regras básicas para enfrentar uma fila que dura cerca de duas horas.


A gente sabe que depois de uma fila dessas, com o forte calor do Rio de Janeiro, você pode estar um tiquinho irritado e um tanto cansado. Mas tenha força. Encare novamente uma fila, de cerca de 30 minutos – o que são mais meia hora no ar-condicionado? - e visite a Exposição Principal. É neste espaço que o Museu do Amanhã provoca seus visitantes com perguntas comuns, entre os humanos: De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir?. A ideia é oferecer uma narrativa sobre como podemos viver e moldar os próximos 50 anos.

Globo terrestre logo na entrada do Museu do Amanhã
A Exposição Principal foi elaborada por mais de 30 consultores brasileiros e estrangeiros de diversas áreas – em algumas TVs, espalhadas pelo espaço, é possível ver entrevistas com alguns desses consultores. O Museu tem parcerias com instituições de ciência do Brasil e do exterior, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Massachusetts Institute of Technology  (MIT).

O Museu do Amanhã é uma nova opção de espaço para divulgação científica. O último levantamento sobre a percepção pública da ciência, realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em julho de 2015, aponta que a visitação a museus e centros de C&T ainda continua muito baixa no Brasil, se comparada com padrões europeus, e é extremamente desigual, com acesso muito menor em camadas de renda e escolaridade mais baixa. Apenas 12% dos entrevistados, pelo MCTI disseram que visitou museu de ciência e tecnologia ou centro de ciência e tecnologia nos últimos 12 meses.

Confira um pouco da Exposição Principal, do Museu do Amanhã

Cosmos

Crédito: Museu do Amanhã
A Exposição Principal do Museu do Amanhã começa com o Cosmos, que aborda a visão que somos feitos da mesma matéria que as estrelas, nos conectamos cm o Universo e as nossas origens. A primeira provocação ao público se dá com a pergunta “Como chegamos até aqui?”. No espaço, é apresentado um vídeo em 360 graus  com duração de oito minutos sobre a temática.

Terra



“Quem somos?”. Somos matéria, vida e pensamento. Longe de serem estanques, essas três dimensões atuam umas sobre as outras e, na exposição, estão representadas por três cubos de sete metros de altura.

Todos os cubos têm um lado interior e um exterior. No da Matéria, pelo lado de fora o visitante tem uma visão unificada da Terra, tal como a avistou Yuri Gagarin. Ela é vista não em sua forma fragmentada, em países ou continentes, mas como um astro único. Nessa experiência, o visitante vê cerca de 180 fotografias da Terra em grande ampliação. No interior do cubo, se familiarizará com os diferentes ritmos que marcam o funcionamento material do planeta e diferentes fluxos batizados de “oceanos”.

Quatro oceanos



Para representar os movimentos lentos dos deslocamentos dos continentes, as ligeiras correntes marinhas, os velozes ventos da atmosfera e a rapidíssima luz do Sol o visitante se depara com panos que bailam na obra Fluxos, escultura cinética do artista Daniel Wutzel. O movimento dos tecidos que flutuam no ar simboliza a mútua influência entre os elementos que compõem as iterações climáticas

Somos um ecossistema



A diversidade e a interconectividade da vida na Mata Atlântica surgem em uma seleção de fotos produzidas durante três expedições realizadas especialmente para o Museu do Amanhã. No espaço, o visitante pode conhecer diversas plantas e animais que compõem o ecossistema da Baía do Guanabara, Serra dos Órgãos e litoral, conhecer as suas interações, perfil e o que aconteceria se  fossem removidos do ecossistema.

Antopoceno



Antropoceno é um termo formulado por Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química de 1995. O prefixo grego “antropo” significa humano; e o sufixo “ceno” denota as eras geológicas. Este é, portanto, o momento em que nos encontramos hoje: a Era dos Humanos.
Na exposição, seis totens com dez metros de altura apresentam conteúdo audiovisual sobre como moldamos o planeta e as mudanças climáticas extremas.

Amanhãs


Para onde vamos? Esta é a provocação deste espaço, em que estão demarcadas três áreas, apresentando seis tendências que vão moldar o futuro nas próximas décadas. As áreas demarcadas dizem respeito ao conviver (sociedade), ao viver (planeta), e ser (pessoa). As seis tendências são as mudanças no clima; o aumento da população mundial em cerca de mais 3 bilhões de pessoas nos próximos cinquenta anos; a integração e diferenciação dos povos, regiões e pessoas; a alteração dos biomas; o aumento do número, da capacidade e da variedade dos artefatos por nós produzidos; e, por último, a tendência à expansão do conhecimento.

Nós



O percurso da Exposição Principal encerra com o exercício da imaginação em Nós, propondo o engajamento do visitante na ideia de que o Amanhã começa agora, com as escolhas que fazemos. Vivemos em um planeta profundamente transformado pela nossa própria intervenção. O hoje é o lugar da ação. Qual será o nosso legado para as próximas gerações?

Exposições temporárias

Além da Exposição Principal, o Museu do Amanhã tem um espaço para exposições temporárias. Agora, estão em exibição duas: “Perimetral”, uma videoinstalacao sobre a implosão do elevado, que durante décadas marcou a paisagem urbana da Região Portuária, e “É Permitido Permitir”, que reúne três projetos do Superflex, coletivo de artistas dinamarqueses.

Entrada



Para mais informações sobre como chegar, horários de visitação e filas, acesse o site do Museu do Amanhã.

* Texto com informações do site do Museu do Amanhã.

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