Obra reúne 1.020 espécies de Frutas Não Convencionais

Pixirica: fruta refrescante, mais comum na região do Cerrado
Você já ouviu falar de Guabijú, Ubaia, Chachairu e Pajurá? Já comprou no supermercado Monguba, Grumixama, Guabiroba e Ajuru? Já fez suco de Puçá, Pixirica, Inharé, Ingabaú? Nunca? Tudo bem, não se preocupe! Essas frutas dificilmente são encontradas nos mercados tradicionais, a não ser em regiões bem específicas, por isso, são chamadas de Frutas Não Convencionais. Em setembro de 2015, o Instituto Plantarum lançou o livro Frutas no Brasil: Nativas e Exóticas (de consumo in natura), considera a maior obra de frutíferas publicada no País.

As Frutas Não Convencionais podem ser consumidas in natura, mas são desconhecidas pela maior parte da população. Geralmente, são oriundas de plantas cultivadas em pomares domésticos, por colecionadores ou apenas encontradas na natureza.

O Instituto Plantarum, localizado em Nova Odessa, interior paulista, possui uma das maiores coleções brasileiras de Frutas Não Convencionais, totalizando 800 espécies. “A importância é tornar estas frutas conhecidas para poderem, eventualmente, ser cultivadas, contribuindo para a conservação de algumas delas. Podemos com isto, ainda, aumentar a diversificação do cardápio alimentar das pessoas”, afirma Harri Lorenzi, um dos autores da obra.

Pajurá: nativa da Amazônia, frutos têm odor forte e atraem animais silvestres
Segundo Lorenzi, na medida em que se aumenta a diversificação do cardápio alimentar das pessoas, se contribui para torná-las acessíveis a um número maior de consumidores, principalmente nas zonas rurais. “Essas frutas nunca foram conhecidas pela maioria da população, ou são conhecidas apenas regionalmente”, afirma.

Confira reportagem sobre as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC)

O Instituto Plantarum realiza pesquisas de prospecção botânica e taxonomia dessas espécies. O livro Frutas no Brasil: Nativas e Exóticas é a segunda obra desse tipo publicada pelo Instituto. A primeira delas, “Frutas Brasileiras e Exóticas Cultivadas”, foi publicada há dez anos. Desde então, os pesquisadores estudaram mais de 250 novas espécies introduzidas nos pomares brasileiros, que estão contempladas na nova publicação. No livro, são mostradas as descrições das características morfológicas das plantas, origem, época de floração e frutificação, formas de uso e propagação.

Os interessados podem conhecer a coleção de Frutas Não Convencionais em visita ao Jardim Botânico Plantarum. Lá, também é possível conhecer uma horta de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), em que são cultivadas grande número de espécies de forma orgânica, que abastecem um dos restaurantes do Jardim.

Conheça algumas Frutas Não Convencionais

Guabijú


Tem frutos doces, de sabor muito agradável, aveludados, de casca roxo-avermelhada, de cerca de 2 a 3 cm de diâmetro. É considerado um dos melhores frutos silvestres desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, nas regiões de matas ciliares onde é nativo. Produz frutos com alto teor vitamínico e antioxidantes. É ideal para consumo in natura  ou no preparo de sorvetes, licores e geleias.

Guabiroba


Também conhecida como gabiroba é uma planta da família das Myrtaceae. É uma espécie nativa, mas não endêmica no Brasil. Ocorre na Mata Atlântica e no Cerrado. É rica em proteínas, carboidratos, niacina, sais minerais e vitaminas do complexo B. Além do consumo in natura, a gabiroba pode ser aproveitada na forma de sucos, doces, sorvetes, pudins e ainda servir de matéria-prima para saborosos licores. Frutifica de dezembro a maio.


Melão de São Caetano

Crédito: Instituto Plantarum
Fruta originária do Leste da Índia e Sul da China. No Brasil é conhecida como Erva de São Caetano, Fruto de Cobra, Erva das Lavadeiras e Melãozinho. É uma trepadeira, com cheiro desagradável, que possui flores amareladas e esbranquiçadas, folhas palmatífidas e fruto dourado que se abre em vulvas espinhosas. Possui carnosidade mole.

Flor de baile
Crédito: Instituto Plantarum
É uma herbácea epífita – que se alimenta da umidade do ar. Os frutos são bagas longas de 4 a 7 cm de comprimento por 3 a 5 cm de largura com polpa branca gelatinosa de sabor delicado envolvendo diversas sementes pretas e brilhantes.

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6 comentários:

  1. Gostei de saber, quero aprender mais. Parabéns

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    1. Olá, Johanna!
      Que bom que gostou!
      Grande abraço!

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  2. Boa NOite Fernanda!! Tudo bem? Parabéns pelo excelente trabalho!! Estou plantando em minha propriedade muitas destas especies sendo que algumas delas ainda não sei o nome cientifico, o que certamente este trabalho irá ajudar. Como faço para adquirir um exemplar? Me avise quando der. Abs e parabéns mais uma vez. Meu email é fernando@quintadascerejeiras.com.br . Grato, Fernando Voese.

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    1. Olá!
      Muito obrigada pelo comentário!
      A obra Frutas no Brasil: Nativas e Exóticas (de consumo in natura) pode ser adquirida no site https://www.plantarum.com.br/prod,idloja,25249,idproduto,5082667,livros-em-portugues-frutas-no-brasil
      Boa sorte e depois nos conte mais sobre suas plantinhas!
      Abraço!

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  3. Meu nome é Alencar Westin. Também sou um colecionador e minha propriedade fica em Analândia (SP). www.recantosomdasaguas.com.br A maioria das plantas nativas e pouco conhecidas foram adquiridas na fazenda Citra ou Dierberger. Também fiquei interessado no livro. Tenho quase todos do Lorenzi. Todos excelentes! Abraço!

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    1. Olá, Alencar!
      Muito obrigada pela mensagem!
      Os livros do dr. Lorenzi são realmente muito bons!
      Obrigada e continue nos acompanhando! Abraço!

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