5 Instituições de pesquisa em Campinas

A pesquisa de percepção pública da ciência divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mostrou o interesse do brasileiro por ciência e tecnologia. Apesar de interessado, 83% dos entrevistados disseram não se lembrar do nome de alguma instituição que se dedique a fazer pesquisa científica no Brasil. Se restringirmos a pergunta levando em conta apenas estudantes do Ensino Médio, de 16 e 17 anos, o índice salta para 93,8%. Isso mostra que apenas 6,2% dos vestibulandos brasileiros entendem que a Universidade, por exemplo, é uma instituição de pesquisa.

O Fique Ciente lista cinco instituições que se dedicam a pesquisa científica em Campinas, interior paulista. Campinas é considerada a cidade mais inovadora do interior, segundo o MCTI. Lembrando que Campinas tem muitas outras instituições de pesquisa. Conhece mais alguma? Compartilhe com a gente! Quer saber mais sobre as instituições da sua cidade? Fale com o Fique Ciente!

Conheça 5 inovações desenvolvidas em Campinas.

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)


A Unicamp responde por 15% da pesquisa acadêmica no Brasil e mantém a liderança entre as universidades brasileiras no que diz respeito a patentes e ao número de artigos per capita publicados anualmente em revistas indexadas na base de dados ISI/WoS. Em 2014, a Unicamp teve cerca de 3200 artigos indexados e 18.300 publicações. Até 2014, a Universidade acumulou 78 patentes.

São oferecidos na Unicamp 66 cursos de graduação e em 2014 cerca de 19 mil alunos matriculados estavam matriculados na Universidade. São oferecidos ainda 153 cursos de pós-graduação, sendo 75 deles de Mestrado, 70 de Doutorado e oito de especialização.

Ao todo, são quase 1800 docentes, 99% deles com curso de doutorado, e cerca de 8.500 servidores.

Em 2016, a Unicamp completará 50 anos. Estão programados diversos eventos científicos e culturais para comemorar a data. Confira a programação no site http://www.50anos.unicamp.br/

Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)

Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Crédito Revista Exame
O CNPEM é uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz Síncrotron da América Latina e está construindo Sirius, o novo acelerador brasileiro, de quarta geração, para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos. O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos. O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Instituto Agronômico de Campinas (IAC)

Prédio D. Pedro II do IAC. Crédito: Arquivo IAC
O IAC é um Instituto de pesquisa centenário, com 128 anos de trabalho. Foi fundado por D. Pedro II para estudar o café. Hoje, 90% das variedades de café plantadas no Brasil foram desenvolvidas pelo Instituto Agronômico. Ou seja, aquele cafezinho de coador que o brasileiro toma de manhã, tem tudo a ver com a pesquisa desenvolvida por esse instituto de pesquisa localizado em Campinas.

Além das pesquisas com café, o IAC já desenvolveu mais de mil cultivares de 98 espécies de plantas, como café, grãos, fibras, cana-de-açúcar, citros, frutas, hortaliças e seringueira. O carro-chefe do IAC é o melhoramento genético, mas o Instituto também desenvolve pesquisas na área de solos, engenharia e automação, tecnologia de aplicação de agrotóxico, climatologia, fitossanidade e recursos genéticos.

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Sistema de Observação e Monitoramento da Agricultura no Brasil (SOMA), realizado pela Embrapa Monitoramento por Satélite
A Embrapa é uma instituição de pesquisa super importante no setor agropecuário e possui unidades espalhadas em todo o Brasil. Campinas abriga duas delas: Embrapa Informática Agropecuária e Embrapa Monitoramento por Satélite.

A Embrapa Informática Agropecuária tem o objetivo de desenvolver soluções de tecnologia da informação, especialmente nas áreas de agroinformática e bioinformática. Para isso, aplica métodos, técnicas e ferramentas de modelagem e simulação, inteligência artificial, reconhecimento de padrões e geoprocessamento, apoiados na gestão da informação e do conhecimento e no uso de tecnologias emergentes e padrões abertos.

A Embrapa Monitoramento por Satélite atua na geração de conhecimentos, tecnologias e inovações geoespaciais para a agropecuária com o objetivo apoiar os processos de tomada de decisão e elaboração de políticas públicas. As pesquisas realizadas pela unidade são essenciais para enfrentar o desafio de monitorar a agricultura no Brasil. Os pesquisadores atuam no monitoramento geoespacial da agricultura, mapeamento de uso e cobertura das terras, zoneamento e ordenamento territorial, modelagem geoespacial e indicadores de sustentabilidade e competitividade.

Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI)

Programa de computador desenvolvido pelo CTI para reconstruções faceais, que ajudará na soluções de crimes. Crédito G1 Campinas
O CTI atua, desde 1982,  no desenvolvimento em tecnologia da informação, com trabalhos na área de microeletrônica, componentes eletrônicos, sistemas, mostradores de informação, software, aplicações de TI, robótica, visão computacional, tecnologias de impressão 3D para indústria e medicina e softwares de suporte à decisão. A integração entre o CTI, academia e setor produtivo o torna uma instituição capaz de atender demandas da indústria, tornando-as  temas de pesquisas para estimular o ciclo de Pesquisa e Desenvolvimento diversificado, focado em prover soluções para o mercado.

Considerado um dos maiores centros de empresas dos setores de informática e telecomunicações do País e um dos principais polos científicos e tecnológicos da América Latina, o CTI congrega competências na qualificação de produtos e processos, engenharia de protótipos e produtos da Tecnologia da Informação, em projetos especiais de pesquisa e desenvolvimento, na informatização de sistemas socioeconômicos de meio ambiente e em infraestrutura e aplicações na internet.

Nenhum comentário:

Postar um comentário